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Paulo Silas fala sobre pré-candidatura, nepotismo na prefeitura, Buscarini e outros fatos interessantes…

Essa é a semana decisiva para a conversa entre os pré-candidatos que visam concorrer às eleições de 2016. Entre aqueles que se apresentam como pré-candidatos para o cargo de prefeito está o ex-vereador Paulo Silas. Ele conversou com o Taboão Digital sobre suas propostas. Silas diz ter conversado com os outros pré-candidatos ao cargo, mas, cá entre nós, se fossemos apostar em alguma parceria, diríamos que ele e Buscarini (pré-candidato do PV para prefeito) estão próximos de entendimento…

Taboão Digital – Por que o senhor se colocou como pré-candidato?

Paulo Silas- Taboão da Serra vive um perfil novo nestas eleições, tendo em vista o segundo turno, assim a cidade terá ampliado o ‘debate político’. Serão várias candidaturas que surgirão com ideias e propostas e que, antigamente, com a polarização de dois nomes dificilmente se teria. Me coloco como pré-candidato muito mais para apresentamos uma proposta e se a proposta for viável o povo decidirá quem deve governar a cidade​.

Taboão Digital – O senhor está fora do cenário político nos últimos anos, o Taboão agora é outro?

Paulo Silas – Dentre os 5.565 municípios do Brasil, Taboão é a nonagésima cidade, com uma  arrecadação muito boa, mas também está carente na Saúde, no Transporte, um município de 20 km², não vejo grandes avanços em nossas vias públicas, é uma cidade com alta densidade populacional e não há plano viário para a cidade, não há políticas públicas na Saúde, o que temos  são as mesmas políticas de décadas.

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Taboão Digital – O que poderia ser feito para melhorar a Saúde em sua opinião?

Paulo Silas – Por exemplo, não há equipes visitando em casa, o que poderia ser um plano viável aqui em Taboão. A prefeitura recorre a empresas para a gestão dos equipamentos, o que em si não é o problema, o problema é que não há acompanhamento dos contratos. O povo precisa ter meios de fiscalizar o serviço, com agentes comunitários visitando os postos e acompanhando, o doutro ‘fulano’ veio trabalhar hoje? E assim por diante. Conversar com os funcionários concursados sobre a opinião deles para melhorar os serviços públicos.

O nepotismo é uma afronta para o cidadão. Quando você faz essa afronta você está cerceando oportunidades. Quando coloco minha família na prefeitura (em vários cargos), legalmente pode estar tudo certo, mas moralmente não. – Paulo Silas

Taboão Digital – O atual governo vem inaugurando equipamentos de Saúde na cidade…

Paulo Silas – A cidade não está planejada, estão ‘maquiando a cidade’, inaugurando alguns postos de saúde perto das eleições, o eleitor está maduro e percebe isso. Sabemos que ainda há o clientelismo, mas não digo que o povo não sabe votar. O povo percebe tudo isso. Vejo muitas câmeras para multar carros, mas nos bairros não vejo o retorno disso, são lombadas sem pintar, falta sinalização nas ruas…

Taboão Digital – Como o senhor vê o atual governo?

Paulo Silas – Um governo distante da população. Falta buscar parcerias para resolver questões como o lixo. Pagamos uma fortuna para tirar o lixo da cidade e não há a busca por uma solução conveniada com as outras cidades, talvez uma usina comum… As discussões aqui são outras, põe parente, tira parente…

Taboão Digital – Se refere ao nepotismo?

Paulo Silas – O nepotismo é uma afronta para o cidadão. Quando você faz essa afronta você está cerceando oportunidades. Quando coloco minha família na prefeitura (em vários cargos), legalmente pode estar tudo certo, mas moralmente não. Muitos falam da questão do salário de secretário (R$ 16 mil), não acho tão desajustado, muitos diretores de empresa ganham até mais que isso, o problema é se as pessoas são capacitadas para o cargo. Eu apoiei o Fernando na última eleição, mas me decepcionei. Ele continua muito personalista, autoritário, do tipo que xinga secretário, é o jeito dele, as pessoas que estão com ele têm que aceitar isso.

Taboão Digital – E qual a melhor forma de governar?

Paulo Silas – Vamos fazer uma análise aqui, nos últimos 40 anos, tivemos aqui, Armando Andrade, Buscarini, Fernando Fernandes, Evilásio, Fernando novamente. Na minha opinião desses todos, quem implementou grandes obras, que marcaram a cidade, foi o Armando Andrade, fez o Cemur, o Parque das Hortênsias, que hoje está abandonado, o Ginásio de Esportes, tudo isso com 30 mil habitantes na cidade. O Buscarini já foi mais um prefeito voltado ao social, fez muito asfalto também…foi outro governo sério. O Evilásio teve um segundo mandato sofrível, não conseguia concluir bem as coisas.

Taboão Digital – As prisões da Cleptocracia acabaram transferindo a “culpa” ao Evilásio?

Paulo Silas –  Acho que ele teve culpa sim, a culpa que eu digo que ele tem é a de que não pode alegar que não tinha domínio sobre o que estava acontecendo. Ele podia chamar seus arrecadadores pra acompanhar, se houve desvio de dinheiro você, como prefeito tem que acompanhar. A visão ‘macro’ você tem que ter, essa sensibilidade faltou a ele.

Paulo SilasTaboão Digital – E a conversa com os outros candidatos, existe possibilidade de unir as propostas?

Paulo Silas – Existe, estamos conversando, já trabalhei com quase todos os outros pré-candidatos, mas com o Buscarini, existe essa possibilidade, somos próximos, desde que haja interesse dos partidos e dos pré-candidatos a vereador, se for interessante pra eles também, vamos colocar a proposta. Nossa realidade financeira será infinitamente menor que as outras, mas estamos conversando… Quando trabalhamos juntos, fizemos uma espécie de Orçamento Participativo, cada região escolhia três obras prioritárias e se votava o que seria feito nos bairros, isso funcionou bem na época do Buscarini, fortaleceu-se as associações de bairro, o povo participava mais da política. Foi nessa época que surgiram lideranças como o Elói, o Olívio, tantas outras…

 

Taboão Digital – Como o senhor está observando esse período pré-eleitoral?

Paulo Silas – Tenho observado vários jornais impressos, de lados opostos, com ataques, eu acho que essa é a pior política, atacar o lado pessoal das pessoas. Fizemos um jornal com o título ‘Pensando Taboão’, para levar nossos pensamentos à população. Eu já estive com Evilásio, com Fernando, com o Buscarini, não vou falar mal deles como pessoas, ou seja, atacando o lado pessoal, isso não politiza as discussões, não leva as pessoas a pensarem na política.

 

 

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