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Em artigo, Professores falam sobre paralisação contra a Reforma da Previdência

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Eu luto

Pelo Brasil…

(Marciléia Bianchini)

 

Paramos, Paralisamos…

Dia 15/03 provavelmente entrará na retrospectiva 2017, e marcará nossa história, como dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência; dia da greve geral; dia de LUTO dos trabalhadores/as em educação, da rede pública e privada, mas não só… Todas as demais categorias também participaram, contra os ataques dos nossos direitos previdenciários e trabalhistas.

Sindicatos estiveram unidos para protestar (Fotos: Divulgação)

Por isto, estávamos lá, No LUTO, Lutando a favor dos nossos direitos, unidos em prol de um ÚNICO objetivo: NÃO A REFORMA PREVIDENCIÁRIA!

Ir À Rua, fechar a Paulista… Ver pessoas na Rua por todo o Brasil. Sensação de crença na força do povo. Nós reunimos na Paulista, mais de 300 mil manifestantes num clima de harmonia, e perseverança. Lá permanecemos no nosso luto lutando pela luta de uma reforma sim, mas coerente, justa por uma melhor qualidade de vida para o trabalhador que luta todos os dias para uma aposentadoria justa.

Sabemos do atual rombo nas contas públicas, sabemos ainda que os valores pagos em benefícios pelo INSS são muito altos e sempre estão se falando em diminuir os gastos do governo, problema está que as atenções sempre se voltam para o lado dos aposentados.

Embora hoje existam recursos satisfatórios para pagar todos os benefícios, o certo é que o futuro será incerto se não houver alguma alteração do atual sistema.

Milhares se reúnem na paulista, e prometem voltar dia 31/03

A sociedade como um todo está mostrando sua insatisfação com um governo ilegítimo. E, como sempre quem paga o ônus é o lado mais fraco.

Essa reforma fixa 65 anos a idade mínima para aposentadoria, elevando de 15 para 25 anos o tempo MÍNIMO de contribuição e para receber 100% da aposentadoria o trabalhador terá de contribuir por 49 anos, entre tantas outras perdas sérias.

A população aumentou, a perspectiva de vida cresceu, porém a reforma tem de ser feita para todos, nos altos salários do executivo, legislativo e judiciário desse país, nos muitos benefícios que esses servidores recebem e que não condiz com a realidade do mercado e com a maioria da população.

Agora… Precisamos dizer, SOMOS MULHERES, trabalhamos fora, e trabalhamos com os afazeres de casa, e nos parece que isto é um fator ignorado, ignoram o fato das mulheres terem jornadas duplas, muitas vezes triplas. Vale lembrar que ainda vivemos numa sociedade machista!!!

Isto sem falar dos trabalhadores rurais, dos professores, que terão que permanecer por 49 anos trabalhando no campo ou em uma sala de aula.

Servidores de Embu estiveram presentes

Já pensou que tipo de trabalhadores teremos daqui uns 30 ou 40 anos, se sequer é investido dinheiro suficiente em saúde, saneamento básico, educação em prol de qualidade de vida?

Essa reforma nos lembram muito a “Lei do Sexagenário” onde escravos ao atingirem 60 anos “ganhavam” a liberdade. Mas naquela época poucos conseguiam chegar aos 60. Conseguem perceber tal a semelhança?

Esse governo quer fazer algo do gênero aos trabalhadores e nós não podemos aceitar.

Toda essa luta, no luto tem como meta a construção de uma resistência efetiva contra os ataques do governo e toda a orquestração de forças que apoiam este governo, seja o Legislativo, seja o Judiciário.

A luta não é só do dia 15, é agora de todos os dias!

Por nenhum direito a menos!

Essa luta é por mim, por você e pelas futuras gerações.

 

Desabafos, alias vozes sufocadas de Professoras, Mulheres, de triplas jornadas…ou mais talvez..,

Por:

Marciléia Bianchini

Nana Reis

 

 

 

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