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O peso da bebida

Como meu editor me deixa escrever o que me vem à cabeça, resolvi falar hoje sobre uma questão que chamou muito minha atenção noutro dia: qual seria o peso da bebida na vida de uma pessoa?

Fui a um mercadinho perto de casa para comprar umas frutas. Um senhor, cliente, cujo vento sobre si parecia bem mais forte que o normal, esperava ao lado da balança. Visivelmente irritado, queria que suas mercadorias fossem pesadas e etiquetadas logo.

Após eu escolher as frutas, entrei na fila.

O funcionário chegou e foi pesar as mercadorias do senhor. E, para surpresa de todos – nem tão surpresa assim, na verdade – os que assistiam àquela cena, ele colocou duas latinhas de cerveja em cima da balança.

Pensei, então, no peso da bebida – literalmente – na vida das pessoas. Engraçado, mas triste. Ambos ao mesmo tempo. Mas qual foi o peso apontado pela balança? Sinceramente, não me lembro. E não faria a menor diferença neste texto.

Reflexões à parte, lembrei-me de uma pequena história que publiquei em 2014 na internet. Aproveite que já leu até aqui este texto e siga mais algumas palavras. Até!

UMA ATITUDE RESPONSÁVEL

Era todo o dia a mesma coisa: seo Zé do Feijão chegava em casa bêbado. Sua família reclamava bastante disso.

Zé saía cedinho para trabalhar. Homem responsável, sempre trazia comida para casa. Mas, ao chegar tarde e cambaleando, causava inúmeras confusões e o pior: sua saúde começara a ficar debilitada.

Sua mulher teve que intervir. Esperou o café da manhã, quando o entendimento do seu marido parecia melhor, e apelou para o seu “caráter de homem responsável”:

_ Zé, estamos muito preocupados. Você é o homem da casa! Precisamos de você. Se começar a ficar doente, pode perder o emprego. Se ficar mais ainda, pode morrer. E aí? Como nós sobreviveremos? Quem trará o feijãozinho de todos os dias? Estaremos desamparados!

Foi incrível. O homem parece que esqueceu, de repente, de sua condição etílica. Despediu-se com um beijo, há muito não dado, em sua esposa e saiu à labuta.

A família comemorou. Um jantar especial foi feito, com direito a guardanapos e refrigerantes de marca!

No final da tarde, volta o Zé com grande ar de seriedade. Parou à porta, olhou para todos e aguardou o silêncio para discursar:

_ Refleti bem sobre o que me foi dito hoje cedo e tomei uma atitude.
Sorrisos entreabriram-se. Zé deu alguns passos, sacou um maço de documentos, atirou-os à mesa e finalizou:

_ Todos podem ficar tranquilos: acabei de fazer um SEGURO DE VIDA.

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