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Política: vale a pena você ser candidato?

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Envolver-se na política não é algo fácil. Ser candidato, pior. São tantas barreiras, exposições, “engolidas de sapo” e tentações a enfrentar, que a dúvida é exatamente esta: vale a pena?

Bem. Depende do que se espera com isso. Candidatar-se a cargo eletivo público traz consigo uma série de desafios. Ganhar já é uma discussão que fica além ainda.

A decisão de sair candidato deve ser muito bem pensada. A primeira pergunta é: por que estou saindo candidato? O que me motiva? Salário? A grana “por fora” (em raros casos, claro)? Sede por poder? Para tornar o mundo um lugar melhor para todos? Enfim… as possibilidades são infinitas, porém é importante saber bem o que quer, pois qualquer uma das respostas levam a desdobramentos bons e ruins.

Vale lembrar também que sua vida poderá se tornar um livro aberto. Porque é natural haver uma exposição de sua história e, às vezes, de sua família. Pontos positivos e negativos são levantados pelos adversários, na busca quase insana de desqualificá-lo perante os eleitores – ou até mesmo para desmotivá-lo antes da largada.

Perceba: estou tentando simplificar a quantidade e intensidade dos problemas para não assustá-lo. Mas continuemos.

Recursos financeiros. Bufunfa. Dim-dim. Você vai precisar disso para sair às ruas. Um cafezinho aqui, almoço para sua equipe, material impresso, combustível, advogado, contador etc. Ah! Vale registrar que você provavelmente não vai estar gerando renda neste momento, a não ser que esteja licenciado, com férias prolongadas ou seja um mega empresário. Caso não, ainda vai precisar de dinheiro para pagar suas contas pessoais.

Você é bastante conhecido ou nem seus vizinhos sabem seu nome? Faz um trabalho na igreja? Está envolvido em alguma grande causa e todos reconhecem seu esforço? Veja: não dá muito tempo para se apresentar a cada indivíduo agora, a toque de caixa. Então, caso ninguém se lembre do seu rostinho bonito, comece já a se mexer para ter chance.

E, durante a campanha, infelizmente, há muita “pedição” por parte de determinados cidadãos. É uma tradição milenar. Nesse caso, só se abrem duas opções: atender a todos os pedidos ou ter a coragem de dizer “não”. Cada caminho trará ônus e bônus, claro.

ELEIÇÕES 2018

Em suma, fica aqui apenas a pontinha do iceberg dessa reflexão sobre um assunto que já começa a contaminar rodinhas de conversa por aí: as eleições do ano que vem. Você pode ser convidado ou convidar-se a ser candidato. Portanto pense bem.

Agora, se sua causa for realmente nobre e suas intenções boas para os mais necessitados, mas necessite de um mandato para impulsioná-las, arrisque. Supere os desafios que o aguardam. Não deixemos tantos mal intencionados serem mais corajosos do que nós.

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