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Presidente da Vale: tragédia de Brumadinho é mais humana que ambiental

O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, disse que o rompimento da barragem na Mina Feijão, em Brumadinho (MG), terá um impacto mais humana do que ambiental. Segundo ele, a maior parte das vítimas são funcionários da empresa. “Dessa vez é uma tragédia humana. Estamos falando de uma quantidade provavelmente grande de vítimas. Não sabemos quantas, mas sabemos que será um número grande”, disse.

Presidente da Vale, Fábio Schvartsman fala à imprensa (Foto: Tomaz Silva – Ag. Brasil)

A avaliação foi apresentada durante coletiva de imprensa ao ser questionado se o episódio se equipara à tragédia de Mariana (MG), ocorrida em novembro de 2005, quando se rompeu uma barragem da Samarco, empresa da qual a Vale é uma das acionistas. Na ocasião, 19 pessoas morreram e centenas ficaram desalojados em decorrência da destruição de comunidades. Considerada a maior tragédia ambiental do país, o episódio provocou ainda devastação de florestas e poluição da bacia do Rio Doce.

O presidente da Vale disse ser ainda cedo para entender o que aconteceu  e está dilacerado e surpreso com a tragédia. “Esta barragem estava inativa, não recebia mais material. Há mais de três anos ela não opera e estava em processo de descomissionamento [procedimento de eliminação de uma infraestrutura depois de atingir a sua vida útil]”.

Presidente Bolsonaro sobrevoa local da tragédia (Foto Isac Nóbrega PR)

Schvartsman disse que em, 26 de setembro de 2018, a estabilidade da barragem na Mina Feijão foi atestada em auditoria da empresa alemã Tüv Süd e que uma leitura dos monitores feita no último dia 10 não mostrou irregularidades.

O presidente informou que o rejeito era composto de sílica e que a capacidade da barragem era de 12 milhões de metros cúbicos, mas ainda não há informação clara sobre o volume que vazou e nem mesmo se a estrutura operava em seu limite. Segundo ele, o material vazado alcançou uma segunda barragem que transbordou, mas não se rompeu. Para comparação, na tragédia de Mariana, 39 milhões de metros cúbicos de rejeito se dispersaram pelo meio ambiente.

Desaparecidos totalizam mias de 400 pessoas pelo menos

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que as famílias de pessoas desaparecidas após o rompimento da barragem em Brumadinho devem procurar a Academia de Polícia Civil, localizada na Rua Oscar Negrão de Lima, 200, Nova Gameleira, em Belo Horizonte.

No local, segundo a corporação, será feita a triagem para o Instituto Médico Legal (IML). Os parentes devem apresentar nome, data de nascimento, idade, CPF, carteira de identidade e foto da pessoa desaparecida. Devem ser informados também nome completo e  telefone para contato.

Ainda de acordo com a Polícia Civil do estado, durante o período noturno, o suporte às famílias ocorrerá no auditório do primeiro andar. No local, estão sendo arrecadadas doações às vítimas da tragédia em Brumadinho – incluindo água potável, alimentos não perecíveis e produtos de limpeza.

Dúvidas podem ser enviadas à corporação pelo e-mail dvibrumadinho@gmail.com.

Desaparecidos

A mineradora divulgou, na manhã de hoje (26), uma lista com o nome de pessoas que não fizeram contato desde o rompimento da barragem. Mais de 400 pessoas, entre funcionários do quadro e terceirizados, integram o levantamento da mineradora.

De acordo com a empresa, a lista está sendo atualizada constantemente, conforme as pessoas são localizadas. “Se o seu nome está na lista, favor entrar em contato com a nossa ouvidoria para comunicar”, destacou a mineradora. O telefone destinado ao atendimento é 0800 821 500. (Ag. Brasil)

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