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Cotidiano

Trabalhador paulista gasta R$ 34,67 para almoçar fora de casa

Valor está um pouco acima da média nacional, que é de R$ 34,84. Pesquisa mostra ainda que trabalhador tem buscado menor preço sem abrir mão da alimentação equilibrada

Destaques

  • Pesquisa foi feita em 51 cidades brasileiras em estabelecimentos comerciais que aceitam voucher refeição como forma de pagamento.
  • Diadema tem o almoço mais barato do país – R$ 28,85. São Bernardo (R$ 30,46) e Guarulhos (29,96) também estão entre as dez mais em conta do País.
  • Santo André (R$ 38,98), Campinas (R$ 37,81) e Barueri (R$ 37,59) estão entre as dez mais caras do País. Santo André tem o almoço mais caro do Estado.
  • Trabalhador da Região Sudeste é o que mais gasta para almoçar fora de casa.
  • Preços variaram muito de cidade para cidade, de acordo com a realidade econômica local.
  • Valor desembolsado mensalmente com almoço fora de casa fica em torno dos R$ 766,00, o que corresponde a 34% do salário médio do brasileiro.

A pesquisa “Preço Médio da Refeição Fora do Lar”, realizada anualmente pela ABBT – Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador, aponta que o trabalhador paulista desembolsa, em média, R$ 34,67 para almoçar fora de casa. O preço está ligeiramente acima da média nacional, de R$ 34,84 e da média apurada no Sudeste, que foi de R$ 35,72. O estudo foi feito em 22 Estados e no Distrito Federal, num total de 51 municípios, e coletou quase 6,2 mil preços de pratos, no período de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019.

Os dados foram apurados para a entidade pela GS & Inteligência, empresa do Grupo Gouvêa de Souza. Foi considerado o preço da refeição composta por: prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café, na hora do almoço, em estabelecimentos que aceitam voucher refeição como forma de pagamento. “O estudo é um termômetro importante que auxilia as empresas a ponderar sobre o valor do auxílio concedido ao trabalhador. Além disso, serve como referencial para garantir que quem recebe o benefício possa ter acesso a refeições de qualidade, nutritivas e equilibradas”, afirma Jessica Srour, diretora-executiva da ABBT.

Resultados da pesquisa – Os preços da alimentação variam muito de cidade para cidade e refletem a realidade econômica local. “É importante ressaltar que a pesquisa é um retrato do momento avaliado. As oscilações podem mostrar reposição de perdas nos anos anteriores ou acomodação dos valores de acordo com o momento econômico vivido em cada município”, comenta Jéssica.

Apesar de ser a cidade mais rica, o preço do almoço na capital paulista manteve-se quase estável de um ano para outro. Municípios que apresentaram melhores índices de geração de emprego e renda como São José dos Campos, Osasco e Taboão da Serra, por exemplo, perceberam uma maior variação. Outras cidades apresentaram diminuição de preços, como Guarulhos, Ribeirão Preto e Sorocaba, entre outras. “O país vem atravessando uma fase de econômica pouco aquecida, o emprego e a renda ainda não se fortaleceram e isso afeta diretamente o desempenho dos estabelecimentos. Mais do que qualquer outro segmento, restaurantes são sensíveis a qualquer oscilação”, pondera a diretora-executiva da ABBT. Acompanhe as variações pela tabela abaixo:

 

2017

2018

Variação

BRASIL

34,14

34,84

2,1%

SUDESTE

34,49

35,72

3,6%

Santo André

33,97

38,98

14,7%

Campinas

34,43

37,81

9,8%

Barueri

38,20

37,59

-1,6%

Taboão da Serra

28,97

37,47

29,3%

São Caetano do Sul

33,24

36,60

10,1%

Jundiaí

35,79

35,23

-1,6%

Ribeirão Preto

36,77

35,09

-4,6%

Santos

35,58

34,90

-1,9%

São Paulo

34,33

34,58

0,7%

São José dos Campos

27,19

34,00

25,1%

Osasco

28,84

32,52

12,8%

Sorocaba

31,97

31,32

-2,0%

São Bernardo do Campo

31,59

30,46

-3,6%

Guarulhos

32,40

29,96

-7,5%

Diadema

27,24

28,85

5,9%

Comparativos com outras regiões e cidades – A pesquisa retrata os preços médios da refeição nas cinco regiões brasileiras. O Sudeste se mantém como a região mais cara para almoçar fora de casa. Apesar de o aumento do custo no preço dos alimentos ter sido o principal responsável pela inflação no ano passado, o reajuste do preço médio do almoço do trabalhador no País ficou em 2,1%, abaixo do índice de 3,75% apurado pelo IPCA/IBGE no mesmo período. Veja a tabela:

 

 

2017

2018

Variação

BRASIL

34,14

34,84

2,1%

SUDESTE

34,49

35,72

3,6%

SUL

33,48

34,18

2,1%

CENTRO-OESTE

32,87

35,16

7,0%

NORTE

32,77

33,74

3,0%

NORDESTE

33,39

32,66

-2,2%

Veja como se comportaram os preços de todas as cidades pesquisadas na região Sudeste:

 

2017

2018

Variação

BRASIL

34,14

34,84

2,1%

SUDESTE

34,49

35,72

3,6%

Serra (ES)

28,97

43,21

49,2%

Vitória (ES)

36,45

42,54

16,7%

Niterói (RJ)

39,88

40,08

0,5%

Vila Velha (ES)

38,82

39,85

2,6%

Rio de Janeiro (RJ)

38,97

39,74

2,0%

Santo André (SP)

33,97

38,98

14,7%

Campinas (SP)

34,43

37,81

9,8%

Barueri (SP)

38,20

37,59

-1,6%

Taboão da Serra (SP)

28,97

37,47

29,3%

Macaé (RJ)

35,07

36,81

5,0%

São Caetano do Sul (SP)

33,24

36,60

10,1%

Jundiaí (SP)

35,79

35,23

-1,6%

Ribeirão Preto (SP)

36,77

35,09

-4,6%

Santos (SP)

35,58

34,90

-1,9%

São Gonçalo (RJ)

30,53

34,82

14,1%

São Paulo (SP)

34,33

34,58

0,7%

Nova Iguaçu (RJ)

35,67

34,32

-3,8%

São José dos Campos (SP)

27,19

34,00

25,1%

Uberlândia (MG)

30,31

33,26

9,7%

Duque de Caxias  (RJ)

31,76

32,80

3,3%

Osasco (SP)

28,84

32,52

12,8%

Sorocaba (SP)

31,97

31,32

-2,0%

Belo Horizonte (MG)

30,79

31,10

1,0%

São Bernardo do Campo (SP)

31,59

30,46

-3,6%

Nilópolis (RJ)

28,08

30,16

7,4%

Guarulhos (SP)

32,40

29,96

-7,5%

Diadema (SP)

27,24

28,85

5,9%

 

“Nossa percepção é a de que na maior parte do País, os estabelecimentos optaram por elevar menos ou até mesmo diminuir os preços do cardápio para reter seus clientes” pondera a diretora-executiva da ABBT. Apesar disso, de acordo com o estudo, o valor gasto com o almoço representa 1/3 da renda média do trabalhador. Isso equivale ao desembolso mensal em torno dos R$ 766,00, o que corresponde a 34% do salário médio do brasileiro, atualmente em R$ 2.285,00 no período de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019 (segundo a pesquisa PNAD/IBGE).

Pela segunda vez consecutiva, Florianópolis (SC) se mantém como a cidade mais cara para almoçar: R$ 43,35. Diadema (SP) é onde o trabalhador gasta menos em comparação a outros municípios: foi a cidade mais barata, com preço médio de R$ 28,85, em 2018. Em 2017, o posto de almoço mais em conta foi de Campo Grande (MS), com R$ 26, 23. Acompanhe os destaques com os maiores e menores preços em algumas cidades pesquisadas:

Cidade Refeição Completa
Florianópolis (SC)

R$ 43,35

Serra (ES)

R$ 43,21

Palmas (TO)

R$ 42,79

Vitória (ES)

R$ 42,54

Niterói (RJ)

R$ 40,08

Vila Velha (ES)

R$ 39,85

Rio de Janeiro (RJ)

R$ 39,74

Santo André (SP)

R$ 38,98

Campinas (SP)

R$ 37,81

Barueri (SP)

R$ 37,59

Média Nacional

R$ 34,84

Belo Horizonte (MG)

R$ 31,10

Jaboatão dos Guararapes (PE)

R$ 30,91

Curitiba (PR)

R$ 30,61

João Pessoa (PB)

R$ 30,58

São Bernardo do Campo (SP)

R$ 30,46

Manaus (AM)

R$ 30,17

Nilópolis (RJ)

R$ 30,16

Guarulhos (SP)

R$ 29,96

Recife (PE)

R$ 29,70

Diadema (SP)

R$ 28,85

Alimentação saudável – Esta edição da pesquisa ABBT aponta que, para equilibrar os gastos, o trabalhador optou por restaurantes com preço mais acessível, mas sem deixar de lado a preocupação com uma alimentação equilibrada. A maioria dos restaurantes pesquisados registrou aumento na procura por produtos mais saudáveis, como verduras e legumes (55%) e sucos naturais (60%).

Atualmente cerca de 17 milhões de trabalhadores têm acesso aos benefícios refeição e alimentação, sendo que 80% possuem renda até cinco salários mínimos. O setor engloba as empresas operadoras do segmento de cartões refeição e faz parte do PAT – Programa de Alimentação ao Trabalhador do Governo Federal, criado por lei em 1976, que completa 43 anos em abril: “Antes do PAT, uma parcela expressiva da população era avaliada em estado de desnutrição e subnutrição, o que influía no baixo rendimento. O programa evoluiu e atualmente é um instrumento de desenvolvimento econômico e social”, destaca a diretora-executiva da ABBT.

Metodologia da pesquisa – A pesquisa avaliou os valores praticados pelos restaurantes, lanchonetes e padarias em quatro categorias: comercial (estabelecimentos com serviço mais simples e que serve o popular “prato feito”), autosserviço (sistema self-service por quilo ou buffet a preço fixo), executivo (oferece  opção de prato do dia com desconto em relação aos demais apresentados no menu)  e a la carte (ambiente mais sofisticado onde o consumidor escolhe o prato que será preparado na hora).

Sobre a ABBT – Fundada em 1981 com o nome de ASSERT – Associação das Empresas de Refeição e Alimentação -, em junho de 2017 a entidade ampliou seu escopo de atuação e mudou o nome para ABBT – Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador. Com isso, ampliou seu foco e, além dos benefícios alimentação e refeição, passou contemplar também o vale-cultura. Atualmente, conta com 16 associados que representam mais de 90% das operações do setor.

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